17.11.16

Tubacanora é a resistência, que regressam as chuvas e os ritmos vão ser brutais. A cena dos pescadores, 20 & tantas buchas com eles, dizes. As estrelas partidas. E morando da curva, cavalão, esse passo todo lançado, que só mexe se tem estrelas. Que mexer é a praia, a cena do gigante, desfazer a madeirinha de luz que vinha resistir, outro nome para as batalhas ou muito simplesmente uma pedra parecida, outra pedra parecida. Morando o som da língua comandante e se falamos lá fora de nós e nas curvas mais esquinas encostamos loucos no falar. Sabe doce esse brinquedo vibrar e é pujante esse ir para a frente em que comidos acampamos. Mordia a madeira, mordia o mar, a vontade da nossa faz família e um desporto ligeiro e grosso de sermos nós nesta maneira. Há aquele braço nas pedras de colo parado da paisagem quando é voz percebemos a voz agasalha se torna a escutar. E esse marinheiro pulso que vem fechar a temporada, dizes, a malta a começar os castelos, a casa grande. Nós a ver a escrever, nós a ficar, que é o tom dessa lentidão no desvio, andar perto do milagre. Tubacanora, permanecer. Que o horizonte é essa morada que só na curva se pode levantar. 

5.10.16