O antebraço dela
Vai na curva menor
Fechar-se no dele.
À saída do delta.
Agarra-lhe o pulso.
Mal se tocam, na rua
Separados talvez por
Uma geração ou duas.
Gil de Carvalho, Viagens (1978-2008), Assírio & Alvim, 2008, p. 267.
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18.4.11
19.2.11
Estantes, arranjos
AS JUNÇÕES (Ed. Artefacto, 2010), misturadas, nas estantes da Livraria Poesia Incompleta.
13.11.10
[estranhando] "La viuda del ciclista", Alejandra Pizarnik
Tarde de Outono numa cidade espanhola, roupas aconchegadas. Duas horas para ocupar no centro comercial, subir e descer escadas rolantes, separar e memorizar cheiros. Deve haver um livro por aí à espera, descansado, com um largo historial de invisibilidade e reserva, um livro por abrir. Digo isto mas deveria se calhar acrescentar: por abrir à minha maneira, normalmente ali pelo terceiro quarto do volume, em zona reveladora, outras vezes, é certo, talvez a maioria, em zona escusa, irreconhecível. Mas dizia: um livro entalado com diligência numa destas prateleiras, organizado num fazer de conta segundo familiaridade de naturezas, e deve ser estrangeiro. O autor deve ser estrangeiro, e sobretudo a língua. Estrangeira. Tem de ser de fora. Certo é que em nenhuma circunstância o devo procurar à altura dos olhos, e devo mesmo considerar uma eventual arrumação descuidada. Abro este, grosso, desta vez em zona menos avançada, a páginas 104-105. Título: "La viuda del ciclista". Alejandra Pizarnik, Prosa Completa, Barcelona, Lumen, 2009.
Ao amor na Argentina [Alejandra Pizarnik]
SIGNOS
Todo hace el amor con el silencio.
Me habían prometido un silencio como un fuego, una casa de silencio.
De pronto el templo es un circo y la luz un tambor.
Alejandra Pizarnik, Poesía Completa. Barcelona, Lumen, 2000, p. 276.
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