4.4.16

Muitos a falar

Querer-te no peito
uma constelação de barcos
e resolver depressa isto
falar limpo como o brilho

Torna porém a imagem
o corpo rodando lento no
soco luminoso de praia
este bração nos lumes 

Rasgo valente mas extenuado
tu vens correndo e escrevia
deste lado a areia é muita
molhando num toque d’osso

Dás numa luz de corpo
resoluta e audaz que às vezes lembra
o encorpar a
bater de megafones marados   

Cumprimento os amigos
gosto deles e antipatizo
colaboro
e revolvo dentro nas bizarrices  

Amanhar depressa isto  
falar tiro limpo
como brilho 

Supertubos | poemas 2005-2015