29.3.11

Fola

Estou no autocarro e olho os pés, levo ainda umas areias na sola dos ténis, uma linha branca de sal que não limpo; às vezes ponho-me pela noite a pensar e faço estas perguntas, as mãos juntas apoiando a cabeça: a que horas seria hoje a maré, como baterá o mar na praia, se haverá lua, quem por lá anda agora. Gostava de tomar um café ao pé das pedras, gostava de falar assim.