23.5.11

Escrever ao lado

Agora, não mais descanso e bebidas com borbulhas. Escrever ao lado, vendo a tempestade como no filme, ou mesmo vindo, passando pelas terras vizinhas, mas vendo desde dentro da tempestade, tudo partido, lá metido, apanhar bocados e mexê-los de novo no vento, sempre mais longe. Fazendo e apagando pegadas. Chega lá. Agora, mais pedra moída, buracos encontrados num só, definitivo, poderoso, lua negra e pontilhada de luz, grandes fatias douradas. Bocados metidos nas passagens e paragens, remendos melhores, mais matéria que a matéria, tecido sobreposto na tela, mas que nada disto seja natural, equilibrado. Que depois resulte tudo parecido, mas que não se diga nunca assim, em parte alguma.