11.11.10

O pintor de relógios

M. via-o todos os dias, a caminho do trabalho, e nessa manhã ali estava, como sempre, num café à Trindade, pintando o seu relógio. Compunha e desfazia o desenho, ininterruptamente. Avançava sem pressas no perímetro, o redondo parecia quase, e voltava atrás.