30.11.10

De um poema de Ana Salomé

Para a Ana, repostos os poemas.



À minha maneira a minha
era a cadeira ao lado da tua
mesmo pegadinha naquela parte
que agora recordo mal partida

O poema era uma aventura
eu mal sento a perna cansa e
o poema empurrava era pra fora
onde eu acho ter deixado um palácio

Mas se calhar não é assim o próprio dia
às vezes parece o sábado daquele dia
e mordo cuidado o lábio e sabe o sal

Como a gente que se espraia pela vida
julgo sem custo ter sabido e magoado
a noite de Lisboa acaba em Lisboa



em Uma pedra parecida